Abra os olhos
O engano é comum, abra os olhos, pense, reflita, enlouqueça. Bem vindo a uma história
Nota do autor
Há certos tempos tive uma idéia de escrever contos que relatassem mortes, sejam sobrenaturais ou reais, como demônios, espíritos, assassinos, suicídios e coisas do tipo. Alguns amigos meus e certos anônimos gostaram e pude sentir isso pelos comentários, claro que alguns diziam em que melhorar e sempre agradeci por isso, afinal não sou um ótimo escritor, mas acho que não devo me considerar o pior, de fato, o que tenho a dizer sobre isso é que sou amador.
Enfim, após alguns amigos leitores pedirem para eu utilizar de minha escrita para criar uma história longa e principalmente depois que meu professor de redação indicou que eu desenvolvesse mais meus textos, fazendo-os mais longos, desenvolvendo melhor a idéia e o que passa na cabeça dos personagens.
Tomei uma decisão, faria a história, o problema seria quando e como.
Enfim, depois de alguns meses tentando elaborar pensamentos, rascunhos, personagens, nomes, lugares, é, tudo, criei o blog já com o título dado ao romance. Em suma, demorei para começar, tomar uma iniciativa, mas aqui está, minha nota, minha declaração sobre o que ocorreu para isso chegar a tal ponto.
O que tenho finalmente a dizer é que não prometo agradar sempre em cada capítulo lançado, não garanto sempre a alta qualidade, tentarei postar regularmente, e agradeço por seguirem, talvez comentarem (mesmo que seja para xingar e criticar o texto - que eu prefiro).
Espero que dê tudo certo não graças a mim, graças as vocês leitores. Comentem e sejam ativos no blog, ficaria muito grato (rs).
Assim, divirtam-se
-Lembre-se, novos posts aos domingos- Prefácio →
Prefácio
A correia da vida nos leva a analisar cada momento, cada segundo, cada pessoa e com isso instigar sentimentos, pensamentos, ideias, preconceitos e métodos de defesa contra o que de pior pode-se encontrar. De qualquer maneira, as vezes os ruim acontece, violência, assassinatos, vontades misteriosas, pensamentos inadequados, de fato tanta coisa pode acontecer que ninguém está imune a isso.
Quando coisas ruins acontecem, mudam ou passam por nós elas deixam alguma marca, algumas vezes drásticas, sobre o outro lado do mundo, um local onde os pensamentos mais obscuros existem, onde não se bebê água, se toma um vinho vermelho, onde mesmo que seus olhos estejam atentos deixam detalhes para trás, detalhes que podem te manter vivos. A luta contra a marca é constante, tentam se forçar a não mudar, a não se deixar levar pelo medo que lhes foi dado, talvez isso seja a maior luta, manter-se são.
Olhos atentos, abertos, analistas, profundos, calmos e desesperados, qualquer tipo de olho, qualquer tipo de olhar que tenta penetrar na realidade e se manter ali, que tenta prestar atenção em apenas alguma coisa, na sua vida normal, no seu cotidiano... Até que finalmente é impossível de se negar a nova natureza.
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Cap. I - Maldita
Um som lentamente começou a invadir meu sono, um som irritante que penetrava em meu sonho escuro e quieto, um som que me levou a jogar a palma de minha mão em cima do criado mudo e finalmente aquela maldição tinha parado, logo tentei abrir os olhos e aqueles poucos raios de sol que entravam pelas fretas da janela me ofuscaram... De novo... Outro dia.
Olhei para o lado sem esperanças e vi que eram 4:30 da manhã, virei para beijar minha mulher e ao olhar por trás do meu ombro ela não estava ali... Talvez já tivesse acordado, não sei, não me lembro quando a vi pela última vez, nem onde... Levantei e fui par ao banho, liguei o chuveiro, a água fria caia em minhas costas e lentamente ela ia esquentando, espremi as últimas gotas do shampoo e com o possível lavei meus cabelos, os pedaços do sabonete foram juntados e fiz o máximo que podia para terminar meu banho. Enxaguei-me e vesti uma roupa que estava em meu armário um tanto amassada, enfim, estava pronto.
Desci as escadas e cheguei em minha cozinha, muitos diriam que seria o caos, pratos e panelas na pia suja há tempos... Minha mulher tinha ido, alguns flashs de outros momentos invadiram minha mente, ela havia ido há cinco dias. Abri a carteira e vi algumas notas restantes, o dinheiro já estava indo embora e precisava ir ao trabalho ainda...
Sai pela porta, sabia que nem mais o carro tinha e o sinal na caixa de correio indicava uma nova correspondência, com passos doloridos cheguei ali e peguei a carta com o nome de minha esposa, ou ainda esposa, de fato era o que eu esperava uma nova audiência com aquela maldita, enfrentar aqueles advogados desgraçados pagos com o dinheiro que foi tomado de mim e eu apenas com um funcionário que mal sabia argumentar... Maldita...
Segurei a carta em baixo dos braços voltei para a porta e a tranquei, coloquei as chaves no meu bolso e comecei a andar ao ponto de ônibus para ir trabalhar... Malditos trinta minutos se passaram até o transporte chegar, paguei como sempre e esperei a chegada em meu trabalho.
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